Colunista Moacir Saraiva: “Ficabonzim”

Por Moacir Saraiva

Eu pensei que fossem só alguns pais negligentes na escolha dos nomes dos filhos, uma vez que aparece cada um impublicável e causam constrangimento no sujeito para o resto da vida. Infelizmente, alguns laboratórios que produzem remédios também são desleixados com a escolha de nomes de determinados medicamentos.

Há uma piadinha boba, mas usada ainda por muitos, muito sem graça. As mulheres que se chamam Ana, certamente, já ouviram de alguém que tenta ser engraçado. O nome da moça, de alguma forma, é apresentado e aí o gaiato diz:

– Você cura dor?

A moça fica sem entender, aí o sujeito com um sorriso largo, sai com esta:

– A única Ana que cura dor é Anador.

Não sei se são formados pela junção de prefixos e sufixos latinos, mas o fato é que algumas caixas de medicamentos apresentam cada nome que assusta o paciente e, acredito, que alguns medicados trocam de remédio, quando não o fazem, logo no consultório. Devem implorar ao médico para mudar a medicação, pois ele terá vergonha de dizer à família e aos amigos o que o médico o receitou.

O sujeito sessentão chega em casa vindo do médico e a mulher o pergunta:

– Meu amor, o que o médico receitou?

O marido fica sisudo e responde:

– Omepramim.

Imagine este mesmo sujeito, em conversa com os amigos, falando o remédio que está tomando.

Vai uma senhora ao consultório e o profissional da medicina a examina, vê seus exames e prescreve a receita e ela nem lê. Ao chegar à farmácia, o atendente pega a receita e a freguesa pergunta:

– Meu filho, por favor, como é o nome do remédio que o médico passou para mim?

O rapaz, educadamente, responde:

– Decupramim

A freguesa o encarou com um olhar de reprovação e, antes que ouvisse qualquer impropério, o rapaz mostrou a receita, como estava impressa, não havia motivo para dúvida na leitura do nome do medicamento.

Há outros com nomes tão desastrosos como os elencados acima e, caso seja receitado para você, certamente, haverá estranhamento e até recusa. Alguns medicamentos que não deixarão o paciente nem um pouco satisfeito se forem prescritos para ele.

Você vai a um médico, e é feito todo um diagnóstico de sua enfermidade e lhe é dito, você vai passar um mês tomando cagol. Outra situação em que você recebe uma receita e lê o nome do medicamento, lá está escrito: “ ficabonzim” tomar três vezes ao dia.

Há quem coloque nas receitas as substâncias e o nome do remédio, o paciente saiu do hospital endiabrado porque na sua receita estava escrito o seguinte: vildagliptina + cloridrato de metformina, isso em letras menores e em letras maiores e maiúsculas, constava o seguinte: GALVUS MET – 500 mg 2 vezes ao dia.

Espera-se apenas que, mesmo com estes nomes bizarros tais medicamentos tenham um efeito bom para os pacientes, curando-os de enfermidades.

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