Colunista Rosy Oliveira: Seu Currículo não é o principal fator de decisão para uma vaga de emprego




Ter um currículo adequado para a sua área profissional é necessário para você concorrer às oportunidades que almeja, porém ainda não é garantia que você será APROVADO.

Os números do desemprego ainda assustam e apesar da economia ter dado sinais de melhora e com isso aumentando a expectativa de ter mais oportunidades no mercado de trabalho, ainda existem em média 12 milhões de pessoas que encontram-se desempregadas em nosso país, porém um fato curioso é que também existem em média mais de 50 mil postos de trabalho disponíveis por não ter encontrado o candidato ideal. E porque será que isso acontece?

Se analisarmos numericamente a quantidade de desempregados, ou seja, a mão de obra “disponível” com as vagas de emprego que estão abertas, poderíamos concluir que a taxa de desemprego poderia ser bem menor, não é? Pois não é bem assim! Em se tratando de profissional desempregado e profissional com baixa qualificação os números assustam.

As maiores dificuldades para estar empregado geralmente não está associada a ter um bom currículo. É lógico que, para concorrer a alguma oportunidade existem alguns conhecimentos básicos que são realmente necessários: conhecimento em inglês já é uma exigência em algumas áreas, ter escolaridade mínima (Ensino Médio/ Superior), ter conhecimento em informática básica (Principalmente o pacote office) em seguida, ter os conhecimentos específicos em sua área profissional. Essas são apenas algumas informações para ao menos concorrer ao emprego e não sendo ainda a garantia de decisão da tão sonhada vaga!

Algumas pessoas investem alto em qualificação e assim tem maiores chances, porém o fator de decisão está também relacionado às habilidades comportamentais, inteligência emocional e tem muita gente que não está dando foco a isso.

Falar inglês, ser expert em informática ou especialista na sua função, ao mesmo tempo que não ter capacidade para tomada de decisão, não ter resiliência, não ser adaptável, não ter um bom relacionamento pessoal e não ter compromisso, são alguns atributos que faz o TOP ficar na fila do desemprego ou até mesmo durar pouco nas empresas. Vamos equilibrar os valores profissionais, assim:

1. Nunca deixe de buscar a qualificação, dê foco em sua área de interesse, fuja do tal “qualquer coisa pra mim serve”, escolha uma carreira a seguir;

2. Evite investir em cursos de áreas diferentes, tipo “atirar para todos os lados”, muitos recrutadores não veem com bons olhos pessoas que investem em diversas áreas sem coerência. Ex: cursos em meio ambiente, fisioterapia, vigilância e vendas no mesmo currículo;

3. Não busque vagas ou empresas que você que terá dificuldades de se adaptar, portanto, procure informações sobre onde pretende trabalhar para evitar que você fique pouco tempo. Lembrando desse aspecto, pessoas que duram pouco nas empresas terá muitas dificuldades;

4. Atitude positiva, assim terá bons resultados, afim de que você possa realizar seus planos pessoais e profissionais.

Seja diferenciado, qualifique-se, pois, com um excelente currículo aliado a uma boa conduta e maturidade profissional, com certeza você será percebido e terá grandes chances de ser APROVADO.

Rosi Oliveira possui 17 anos de experiência na área de RH com atuação em grandes empresas nacionais e multinacionais. Mestre em Desenvolvimento Humano, Especialista em Gestão de RH, Analista Comportamental e Coaching pela Sociedade Latino Americana de Coaching – SLAC Atualmente é Diretora executiva da Personnes – Soluções em Gestão de RH e Professora de pós graduação da UNIFACS nos cursos de MBA em Gestão de Pessoas e Especialização em Liderança estratégica.

contato.valenca@personnes.com.br

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