Como apps de dieta e exercícios evoluíram para te ajudar a emagrecer

Por Bem Estar

O mês de janeiro é uma das épocas do ano em que as pessoas mais baixam aplicativos fitness, com sugestões de como levar uma vida mais saudável, fazer exercícios físicos e perder peso.

Mas sempre bate a dúvida: será mesmo que esse tipo de tecnologia é capaz de nos manter motivados o suficiente para não abandonarmos a dieta ou a ginástica?

Pesquisa feita pela empresa de consultoria ComRes no Reino Unido indicou que 65% das pessoas fazem resoluções, mas apenas 12% conseguem executá-las com sucesso.

As promessas mais citadas pelos mais de 2 mil entrevistados nessa pesquisa de 2015 foram: fazer mais atividades físicas, emagrecer e ter uma alimentação mais saudável.

Essas, contudo, parecem ser resoluções de muita gente não só no Reino Unido, em especial depois de possíveis exageros etílicos e gastronômicos nas comemorações natalinas.

Mas há quem conseguiu cumpri-las com ajuda de diferentes tipos de aplicativos.

Metas flexíveis

Mas não basta usar esse tipo de tecnologia. A forma como analisamos os dados faz toda a diferença, segundo o professor Anil Aswani, da Universidade da Califórnia. “Personalizar as metas é um aspecto muito importante nesses aplicativos”, argumenta.

Os melhores aplicativos de atividades físicas aprendem com o que você já fez no passado para ajustar as metas, afirma o professor. E, ao fazer isso, esse tipo de tecnologia oferece um sentimento de conquista que psicólogos dizem ser importante quando se muda certos hábitos.

Mercado fitness em expansão

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é mais comum que a subnutrição. Por isso, pesquisadores acreditam que aplicativos relacionados à saúde e à psicologia potencialmente podem transformar a forma como comemos e nos exercitamos.

Um estudo da Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, identificou em 2016 cerca de 29 mil aplicativos relacionados à perda de peso e a exercícios físicos, mas apenas 17 deles foram construídos usando pesquisas científicas como base.

Apesar disso, o mercado de aplicativos fitness cresceu de US$ 1,8 bilhão para US$ 2,2 bilhões entre 2016 e 2017. O comércio de roupas esportivas, que movimentou em 2017 cerca de US$ 6,1 bilhões, também cresceu e já se projeta uma expansão de US$ 1,4 bilhão até 2022.

Então, assim como é importante pensar sobre as pessoas estão comendo e o quanto de exercício estão praticando, vale a pena conferir as credenciais dos aplicativos e rastreadores antes de começar a usá-los.

O que funciona para você dependerá em grande parte da sua personalidade e do que lhe motiva.

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