‘Gal propôs ter um filho comigo, porque Dedé não queria’, revela Caetano Veloso

Foto : Divulgação

Caetano Veloso tem três filhos e está em turnê com eles – Moreno, Zeca e Tom Veloso – no show “Ofertório”. No livro “Verdade Tropical” (1997/2ª edição em 2017), ele diz que o nascimento de Moreno, o primeiro, em 1972, foi o grande acontecimento (“às vezes penso que o único”) de sua vida adulta. Afirmação que já repetiu em inúmeras entrevistas em que reafirma o amor pelas crias e sua importância vital. Mas, nem sempre foi assim. Na juventude, Caetano não queria ter filhos. Nem sequer gostava de crianças. Na conversa que teve com Gilberto Gil para o Canal Brasil, o cantor e compositor fala sobre isso e descreve em detalhes detalha a mudança. “Eu não queria ter filho. E tinha certeza de que nunca iria ter. Por isso que, para mim, é tão surpreendentemente impressionante! Eu tinha certeza que não queria ter filho e Dedé [sua primeira mulher, mãe de Moreno] também tinha essa certeza. E, sabe quando eu comecei a ter desejo de ter filho? Foi uma surpresa para mim, uma coisa quase que vinha do meu corpo assim… Acho que eu sou mulher, precisava engravidar, não sei o que é… Mas, parecia uma coisa hormonal que acontece com mulheres”, conta. E continua: “Eu aí falei com Dedé e ela disse: ‘Não, pelo amor de Deus, não. A gente disse que nunca ia ter filho e nunca vamos ter’. Mas, aí começou a se esboçar o negócio de vir ao Brasil [eles estavam no exílio, em Londres], por causa do chamado de João Gilberto, e aí eu ganhei mais coragem e comecei a pedir a ela. E ela continuava dizendo não, mas, quando a gente voltou pra Bahia… antes ainda, em Londres, Gal disse assim: ‘Então eu tenho com você’! E Dedé aí disse: ‘Não, não, assim também não…’. Por fim: “Não foi isso que a convenceu, mas, quando a gente voltou pra Bahia, muito felizes de estar de volta, Dedé então disse: ‘Vamos ter o filho que você quer. Eu quero, vumbora!”. Moreno Gadelha Veloso nasceu em 22 de novembro de 1972. Na música “Júlia/Moreno”, do disco “Araçá Azul”, Caetano já o evoca (ou à menina que ele seria) e homenageia. Gesto que repetiu com os outros filhos (estes com Paula Lavigne) nas canções “Boas Vindas” (Circuladô – 1992) e “Um Tom” (Livro – 1997). (M1)

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