Labirintite: o que é, sintomas, causas e tratamentos




Por Bem Estar

A labirintite, geralmente, é causada por infecção viral ou bacteriana, mas também pode ocorrer devido a lesão na cabeça, alergia, reação a um determinado medicamento ou transtornos na circulação sanguínea, que afetem o ouvido interior ou o cérebro.

Outras possíveis causas da labirintite são doenças, envelhecimento, problemas cerebrais ou lesões no sistema visual ou musculoesquelético. Tonturas, isoladas ou acompanhadas de perda auditiva, zumbido, sensação de ouvido tampado, cefaleia, náuseas e vômitos são sintomas da doença.

O que é?

Nem toda vertigem é labirintite. Existem diferentes doenças do labirinto e a palavra labirintite muitas vezes é usada de forma errada. O otorrinolaringologista Marcio Salmito explicou que a labirintite é uma inflamação do labirinto, comumente associada a alguma outra infecção, como otite ou mesmo meningite.

Labirintite é uma doença rara (é o termo correto apenas para a infecção do labirinto, assim como todas as ITES do corpo), mas o termo é muito usado pelas pessoas para definir os sintomas de tontura e vertigem.

Ela se manifesta, em geral, depois dos 40 anos, decorrente de alterações metabólicas e vestibulares. Hipoglicemia, diabetes, hipertensão, otites, uso de álcool, fumo, café, alguns medicamentos, estresse e ansiedade são fatores de risco para labirintite.

Tontura significa labirintite?

A tontura é a segunda queixa mais frequente do ser humano. Diversas doenças diferentes do labirinto podem ser a causa. Muita gente confunde tontura e labirintite. O sintoma mais comum nas doenças do labirinto é a tontura, só que ela pode indicar muitas doenças relacionadas ao sistema vestibular.

Antes de fechar o diagnóstico de labirinte, o especialista precisa analisar outros sintomas. Uma vertigem pode acusar doenças na meninge ou AVC no cerebelo, por exemplo.

Diagnóstico e sintomas

A labirintite geralmente é causada por uma infecção. Alguns dos sintomas comuns são:

  • Perda auditiva
  • Tontura
  • Vertigem
  • Zumbido

Não é fácil chegar a um diagnóstico, porque os sintomas podem indicar também outros problemas. A labirintite costuma desaparecer sozinha.

Doenças do labirinto

As doenças do labirinto podem afetar adultos e também crianças. Nas crianças, ocorrem principalmente quando sofrem dor de cabeça. Nos idosos que sofrem com as doenças do labirinto, o problema maior são as quedas causadas pelas vertigens.

As principais doenças do labirinto são:

VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna): é uma vertigem forte e rápida, de curta duração. Aparece com alguns movimentos, como deitar ou levantar da cama, abaixar para amarrar o sapato, virar a cabeça para trás ou para cima. O tratamento é simples. O médico realiza um procedimento chamado ‘manobra para reposicionamento dos cristais do labirinto’, fazendo movimentos com a cabeça do paciente. Geralmente em duas manobras o problema é resolvido.

Pacientes com tontura podem ter VPPB

Doença de Meniére: junto com a VPPB, compõem cerca de 50% das doenças do labirinto. A vertigem também é forte, mas pode durar horas e dias. Durante a crise, sintomas como zumbido, perda auditiva, náuseas e vômitos podem aparecer. Terminada a crise, os sintomas podem desaparecer por completo.

Cinetose: conhecida como “mal do movimento”. Apresenta-se como tontura, acompanhada de náusea, palidez e sudorese durante os passeios em veículos em movimento. Esse quadro é agravado durante o movimento sequencial do olhar.

Tratamentos

Alguns medicamentos podem ajudar na hora da crise de vertigem:

  • Vasodilatadores: facilitam a circulação sanguínea e melhoram o calibre dos vasos
  • Labirinto-supressores: suprimem a tontura pela ação no sistema nervoso
  • Anticonvulsivantes e antidepressivos
  • Medicação para enjoo

Com o diagnóstico fechado, o tratamento costuma ser eficaz e a doença costuma desaparecer.

Mudanças no estilo de vida podem prevenir doenças do labirinto:

  • Ingerir álcool com moderação
  • Não fumar
  • Controlar os níveis de colesterol, triglicérides e glicemia
  • Optar por uma dieta saudável
  • Não deixar grandes intervalos entre as refeições
  • Praticar atividade física
  • Beber bastante líquido
  • Procurar administrar as crises de ansiedade e estresse

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