Qual versão do Polo vale mais a pena?




Por Auto Esporte

A brincadeira é velha: casar ou comprar uma bicicleta? Muitas coisas devem ser levadas em consideração na hora da adquirir um carro. É quase como um casamento, em que o relacionamento deve durar em média três anos. Para que seja duradouro, é preciso levar todos os quesitos em consideração, isso se você espera que o compromisso te faça feliz. O Volkswagen Polo chegou ao mercado em outubro com três opções de motores, duas de câmbio e quatro versões: MSI 1.0, MSI 1.6, Confortline TSI e Highline TSI. Avaliamos as configurações em preço, itens de série, desempenho, consumo, visual e até os valores de revisões e seguro. Te dizemos qual é a mais vantajosa.

Visual

Se beleza for fundamental, aposte na intermediária Confortline TSI. Foi preciso deixar o visual da versão de entrada do Polo bem simples para que ela custasse R$ 49.990. A MSI 1.0 não tem luzes diurnas de led, nem de neblina. As rodas de aro 15 são cobertas por calotas. A configuração intermediária MSI 1.6 de R$ 54.990 segue a mesma linha, a diferença é só o motor. O visual só começa a ficar melhor a partir da Confortline TSI (R$ 65.190), que ganha rodas de liga leve de 15 polegadas com pneus 185/65 R15 e faróis de neblina. A versão topo Highline TSI de R$ 69.190 ganha pneus 195/55 R16 e luz diurna de led.

Volkswagen Polo 1.0 MPI (Foto: Marcos Camargo)
Desempenho

Em nossa pista de testes, o Polo de entrada deixou muito a desejar. O motor é o já conhecido 1.0 MPI de três cilindros de 84 cv e 10,4 kgfm. O único câmbio oferecido para esta versão é o manual de cinco marchas. No nosso teste de desempenho, ele foi de 0 a 100 km/h em longos 15,7 segundos, mais tempo do que os mais baratos e leves Gol e up! com o mesmo motor na mesma prova. Ou seja: Quer desempenho? Fuja da versão de entrada.

O motor 1.6 MSI de até 117 cv e 16,5 kgfm também só pode ser equipado com a transmissão manual de 5 velocidades e registrou números bem melhores em nossa prova. Foram 10,6 segundos. Mas o melhor resultado no teste de 0 a 100 km/h fica para o turbinado. O 1.0 TSI de até 128 cv e 20,4 kgfm cumpriu o teste em bons 9,8 segundos. Vale lembrar que as versões TSI só podem ser equipadas com câmbio automático de 6 marchas.

Novo Volkswagen Polo Comfortline 200 TSI flex  (Foto: Leo Sposito)
Consumo de combustível

No computador de bordo, as versões do hatch cravam números muito parecidos. O turbo é o mais vantajoso, já que entrega bom desempenho sem deixar de ser econômico. Se você escolher uma das duas versões TSI, não será preciso ficar sócio do posto de combustível. Veja as médias:

O 1.0 aspirado faz 8,8 km/l na cidade e 10 km/l na estrada com etanol e outros 12,9 km/l e 14,3 km/l com gasolina. O Polo 1.6 alcançou 8,2 km/l na cidade e 9,5 km/l na estrada com etanol e 12 km/l e 13,9 km/l com gasolina. Já o Polo TSI fez médias de 8,0 km/l na cidade e 9,8 km/l na estrada com etanol e 11,6 km/l e 14,1 km/l com gasolina.

Equipamentos

O hatch sai de fábrica em todas as versões com airbags frontais e laterais que cobrem tórax e cabeças, Isofix, ar-condicionado, ABS com EBD, banco do motorista com ajuste de altura, alarme, banco traseiro rebatível, sistema de som com rádio AM/FM/MP3, Bluetooth e entradas USB, SD-card e AUX-IN, travas e vidros elétricos e cintos de segurança de três pontos para todos os passageiros. Faltam ajustes de altura e de profundidade no volante, ajuste elétrico dos retrovisores, faróis de neblina e controles de estabilidade e de tração, que serão equipamentos de fábrica apenas para as versões TSI.

A configuração Confortline TSI ganha controle eletrônico de estabilidade (ESC), controle de tração (ASR) e bloqueio eletrônico do diferencial (EDS), banco traseiro com encosto rebatível bi-partido, sistema de som touchscreen “Composition Touch” com App-connect, assistente de partida em rampa, sensores de estacionamento traseiros, coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, saídas de ar traseiras e portas USB para carga, espelhos retrovisores externos eletricamente ajustáveis com função tilt down no lado direito, faróis de neblina com luz de conversão estática, Iluminação do porta-luvas, Iluminação do porta-malas, suporte para celular com entrada USB para carga e volante multifuncional.

A versão mais cara, Highline TSI, acrescenta ar-condicionado digital, acesso ao veículo sem o uso da chave e botão para partida do motor, aletas no volante, controle de velocidade de cruzeiro e porta-luvas iluminado e refrigerado.

Volkswagen Polo 1.0 TSI Highline home (Foto: Marcos Camargo / Autoesporte)
Revisões e seguro

Por incrível que pareça, a configuração de entrada é a versão que dará mais gasto na hora de visitar a concessionária. As três primeiras revisões, que devem ser feitas a cada 10 mil km ou 1 ano, custam R$ 1.663 para a versão de entrada, R$ 1.318 para a configuração com motor 1.6 e R$ 1.253 para as 1.0 TSI.

Já o valor médio do seguro, feito com base no perfil de um homem de 40 anos, casado, morador da zona sul de São Paulo, sem bônus, acompanha a evolução do preço do carro. A versão de entrada fica em R$ 1.770, a intermediária com motor 1.6 sai por R$ 1.880. A Confortline com propulsor turbinado fica em média R$ 2 mil e a topo por R$ 2.044.

Resultado: Confortline TSI

Se depois de tantos gastos você não decidiu comprar uma bicicleta, a versão do Polo que tem melhor custo-benefício é a Confortline TSI. É a primeira configuração a ter câmbio automático, controle de tração e estabilidade, sensores de estacionamento traseiros, retrovisores com ajuste elétrico e ajuste de altura e profundidade do volante. A versão de entrada peca pela ausência de itens importantes e pelo desempenho fraco. A configuração com motor 1.6 tem desempenho melhor, mas ainda fica devendo itens de série, já que nenhum equipamento é acrescentado. Agora, só compre a versão topo de linha se você gostar de mimos – a intermediária Confortline já vem equipada com o essencial.

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